Situada numa planície fértil, na qual se avista grande número de povoações, Aguiar é uma das mais jovens freguesias do concelho de Viana do Alentejo. Foi criada em 1985, através de um decreto de lei de 18 de abril daquele ano. Chamava-se inicialmente de Agar, um topónimo que segundos alguns autores esta relacionado com uma mulher de origem árabe, outros autores apontam, no entanto, para uma proveniência relacionada com águias e com a possível existência remota desta espécie animal no território da freguesia. Refere mesmo um estudioso local, um termo “que as águias, que lhe deram nome, outrora povoaram “. Aliás, a teoria do Dr. Pedro Ferreira, na sua “ Tentativa Etimológica”, coincide com essa opinião. Segundo aquele autor, Aguiar vem do baixo latim “aquilare “, abundante em águias. A permanência romana neste espaço como adiante verificaremos não será por certo alheia a esta versão do nome da freguesia.

O seu povoamento ascende à época romana, aqui passava a via militar que ia de Beja para Évora, dela restavam, até há poucos anos, alguns vestígios.

 Mais antiga, é a anta do zambujeiro, servia como local de culto dos mortos durante a época neolítica. 

Recebeu um foral em 1287, concebido por D. Dinis e o foral novo de D. Manuel I em 20 de novembro de 1516.

Pertenceu aos condes-barões de Alvito. Em termos eclesiásticos, os marqueses do Louriçal apresentavam os párocos, Pinho Leal, no “Portugal Antigo e Moderno “, conta-nos um curioso episódio da história moderna de Aguiar.

Em outubro de 1860, esteve aqui o D. Pedro V, com o seu irmão o infante D. João, chegaram inopinadamente, sem serem esperados, foram para casa do pároco, que não tinha que lhes dar senão pão e queijo (da terra) e isso mesmo foi preciso ir-se comprar fora, em toda a vila não apareceu de repente mais nada, os viajantes comeram o queijo e beberam o vinho por uma canada de barro por vidrar.

Aqui viveu no século XVI, o celebre pároco André de Resende, muito contribuiu, nessa altura para o desenvolvimento económico e cultural da freguesia. Em termos de património identificado, o destaque vai para a Anta do Zambujeiro, monumento megalítico com alguns milénios de idade, a Igreja Matriz, por seu lado, é outra forma de religiosidade, cristã que serve como um bom cartão-de-visita para aqueles que se deslocam à freguesia.

Vivem neste momento em nossa freguesia? Habitantes, as principais atividades económicas a que se dedicavam os seus habitantes era as seguintes: Agricultura, Pecuária, Serralharia Civil, Exploração de pedra, Industria de lacticínios, pequeno comercio, oficina de reparação Metalúrgica e Panificação. Existe ainda na povoação, algum artesanato e é certo que com a viragem do tempo eliminou a maior parte dos artífices, mas o fabrico de miniaturas em cortiça subsiste ainda, como que tentando dar uma nova imagem do que foi Aguiar de outrora.